quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Crenças: positivas ou negativas?


Olá!! 

Você já parou para pensar nas sua crenças?
Crença é toda idéia ou entendimento que nós temos a respeito de nós mesmos, dos outros e do mundo. 
A que idéias, sentimentos, situações do passado você está apegado?
Exemplos de crença: "Eu não posso pedir ajuda, tenho que fazer tudo sozinho, se eu pedir é sinal de fraqueza, de que não sou capaz", "Se eu não trabalhar arduamente o tempo todo, eu falharei, não serei um bom profissional e nem conseguirei sucesso", "As pessoas não são confiáveis", "As pessoas são interesseiras", etc.
A crença que você tem vai determinar a maneira como você age e se comporta consigo e com os outros. 
Assim como as situações da vida mudam, as crenças também devem mudar. Se ontem ela te serviu, pode ser que hoje não sirva mais. 
Eu conheci uma pessoa que era Testemunha de Jeová, sempre acreditou e seguiu os ensinamentos desta religião. Esta pessoa se separou e começou a ter experiências de vida diferente das que tinha quando era casada. Esta pessoa começou sair para bailes, sair para dançar, e sentia que isto fazia muito bem para ela, só que conflitos começaram a surgir na sua mente. Por que as crenças dela estavam calcadas no pecado, não poder ouvir música, não poder dançar. A religião e o marido, assim como o histórico familiar, fizeram ela acreditar que música era coisa do diabo, que dançar era proibido, era coisa de quem quer se insinuar, etc...Ela sofria muito, sentia muita culpa.


Com o tempo, ela foi entendendo que aquelas crenças não eram verdadeiras, e que ela tinha que dar espaço para si mesma, sentir os prazeres da vida, ela se permitiu, e suas crenças foram se modificando. 
A crença negativa é como uma pedra no sapato. Toda vez que você pisar vai sentir a pedra incomodando. Se você não tirar a pedra,  o que acontece? Ela vai machucar o teu pé. Assim é como surge o sofrimento, que carregamos por tanto tempo, achando que não tem outro jeito. Você vai continuar vivendo assim? Espero que não. Vamos nos esforçar para mudar. Lembrem-se sempre nada muda se você não muda.
Ao longo do dia, focalize a atenção em você. O que passa pela tua mente? Tente identificar as suas crenças, seus pensamentos automáticos. Faça a pergunta para você mesmo "Por que eu sempre ajo assim?", Por que eu me comporto ou tenho sempre esta atitude?"
Você pode se perguntar como surgem as crenças. Em algum momento do passado, você viveu situações críticas repetitivas, momentos de conflitos, estresse, entre pais, irmãos, outros familiares, professores, ou situações de doença, divórcio, morte, etc.
Existem dois tipos de crenças: centrais e intermediárias. Por exemplo, a pessoa tem uma crença central que ela é inadequada. “Sou inadequada”, é o começo de tudo. “Na mente da pessoa, surgem vários pensamentos automáticos: “Eu não posso fazer isso”, “Isso é difícil demais”, “ Eu não vou conseguir aprender”.
Tendo esta crença, quais atitudes e comportamentos podem ser desenvolvidos ? Aí entram as crenças intermediárias. Pode ser que a pessoa crie estas crenças intermediárias:  “ Eu devo sempre me esforçar ao máximo para dar certo”, “Eu devo ser excelente em tudo”.
Se algum dia não der para esta pessoa se esforçar arduamente, ela vai ser invadida por um grande sentimento de inadequação de incapacidade. Mas será que para as coisas darem certo é necessário eu “ me matar” de tanto esforço?

Veja as vantagens e desvantagens de continuar a manter uma determinada crença.
Se hoje você não consegue mudar algum hábito, atitude ou comportamento, a resposta pode estar nas suas crenças.
Você pode ser flexível, menos rígido consigo mesmo. Tentar desapegar-se destas crenças, colocar crenças novas no lugar é o melhor caminho para tirar a pedra do sapato.
Basta você querer! 

Muito Obrigada!!


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